Tenho o privilégio de poder passar fins de semana em Lisboa pelo menos uma vez por mês e é sempre com alegria que regresso à cidade onde vivi sete anos. É magnífica a nossa capital! Em Janeiro, era o Acordo Fotográfico muito recente, fiz uma primeira experiência e abordei uma senhora que lia sentada num banco de um jardim em Belém. Infelizmente, não quis que a fotografasse. Na passada terça-feira de Carnaval voltei à carga e saí confiante com a câmara. Primeiro fui até à LX Factory, em Alcântara. Abordei duas pessoas; ambas disseram que não. Depois parti em direção ao Tejo e demorei-me a passear junto ao rio, ali na zona do Museu da Eletricidade. Abordei mais dois lisboetas, que também recusaram ser fotografados... Será que ia regressar a casa de mãos vazias? Não, não ia, porque depois vi o Daniel que me ouviu, sorriu e aceitou a minha proposta.E estou-lhe muito grata pelo voto de confiança! Embora o Daniel possa ver o Tejo e boa parte da cidade de Lisboa das janelas da sua sala de estar, naquela tarde optou por sair de casa para andar de bicicleta e desfrutar de um livro bem perto do rio. Estava a ler "Inteligência Emocional", de Daniel Goleman, mais precisamente o capítulo dedicado ao controlo da ira e da raiva. Diz o Daniel que este livro, que faz referência ao trabalho do cientista português Manuel Damásio, é muito bom e quase poderia substituir um psicólogo.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Daniel lê Goleman
Tenho o privilégio de poder passar fins de semana em Lisboa pelo menos uma vez por mês e é sempre com alegria que regresso à cidade onde vivi sete anos. É magnífica a nossa capital! Em Janeiro, era o Acordo Fotográfico muito recente, fiz uma primeira experiência e abordei uma senhora que lia sentada num banco de um jardim em Belém. Infelizmente, não quis que a fotografasse. Na passada terça-feira de Carnaval voltei à carga e saí confiante com a câmara. Primeiro fui até à LX Factory, em Alcântara. Abordei duas pessoas; ambas disseram que não. Depois parti em direção ao Tejo e demorei-me a passear junto ao rio, ali na zona do Museu da Eletricidade. Abordei mais dois lisboetas, que também recusaram ser fotografados... Será que ia regressar a casa de mãos vazias? Não, não ia, porque depois vi o Daniel que me ouviu, sorriu e aceitou a minha proposta.E estou-lhe muito grata pelo voto de confiança! Embora o Daniel possa ver o Tejo e boa parte da cidade de Lisboa das janelas da sua sala de estar, naquela tarde optou por sair de casa para andar de bicicleta e desfrutar de um livro bem perto do rio. Estava a ler "Inteligência Emocional", de Daniel Goleman, mais precisamente o capítulo dedicado ao controlo da ira e da raiva. Diz o Daniel que este livro, que faz referência ao trabalho do cientista português Manuel Damásio, é muito bom e quase poderia substituir um psicólogo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Bom augúrio?
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A primeira vez
Apesar do vento gelado que se fazia sentir naquele dia, a Joana não deixou de ler ao ar livre, sentada num banco de granito onde incidia um raio de sol. Aproximei-me, apresentei-me e ouvi o inesperado: "Conheço o Acordo Fotográfico. Comecei a seguir o blog há pouco tempo." Que alegria! Estava convencida que isto ainda ia demorar a acontecer, mas em menos de dois meses ouvi estas doces palavras pela primeira vez. E depois, mais uma surpresa, que confirma uma tendência que me escapava antes do Acordo Fotográfico existir: também a Joana, à semelhança de outros leitores que fotografei, lia em inglês. "The Winter King", de Bernard Cornwell, era o romance histórico que tinha consigo, o primeiro de três volumes sobre a lenda do Rei Artur.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Não há duas sem três...
... e tenho a certeza que esta contagem não vai ficar por aqui. As crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, entraram na vida do José pelas mãos de um amigo, que lhe emprestou os primeiros volumes. A partir daí, trilhou o seu próprio caminho por entre os milhares de páginas da saga. No momento em que o fotografei estava a ler "A Tormenta de Espadas", o quinto volume, e não quis deixar de sublinhar, com entusiasmo, que tem mais cinco livros pela frente. Força nisso, José!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
As Cruzadas, outra vez
Quando penso em todos os livros que há para ler, vem-me à cabeça aquela expressão deliciosa do Buzz Lightyear, porque eu acho que há livros "até ao infinito e mais além". Se excluirmos aquelas novidades editoriais que se transformam em fenómenos de vendas durante uns mesitos e que muita gente lê mais ou menos na mesma altura, que possibilidades teremos de, num curto espaço de tempo, encontrar duas pessoas a ler o mesmo livro? Poucas, achava eu. E se o livro estiver esgotado em Portugal há algum tempo? Ainda menos, certo? Errado! Há menos de um mês encontrei o Álvaro a ler "As Cruzadas Vistas Pelos Árabes" e esta semana voltei a encontrar o livro de Amin Malouf nas mãos da Carla, que o lia sentada num banco do Jardim do Carregal, no Porto. A única diferença é que esta edição, emprestada por uma colega de trabalho, era de 2002, isto é, ainda mais antiga que aquela que o Álvaro tinha requisitado numa biblioteca.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O Carlos e O Oito
Sentado num banco do jardim da Cordoaria, o Carlos disse-me, com espanto, que estava a adorar "O Oito", um livro escrito por Katherine Neville e publicado pela Porto Editora. E disse-o com espanto porque quando decidiu comprá-lo, trocou algumas impressões com quem já o tinha lido e as críticas não foram as melhores. Os livros, à semelhança de muitas outras coisas na vida, nunca agradam a gregos e a troianos. E ainda bem, porque de outra forma o mundo seria bem mais cinzento! Aliás, deu para perceber que o prazer que o Carlos estava a retirar daquela leitura era redobrado, precisamente porque conseguiu descobrir no livro as qualidades que parecem ter escapado a outros.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Bons livrinhos
A mãe da Cristina colecionou uns livrinhos vendidos com o Jornal de Notícias e depois deu-lhos todos. Quando a fotografei estava a ler o volume intitulado "Amores", que contém dois contos: "Uma História de Amor", de Miguel de Unamuno; e "A Outra Mulher", de Sherwood Anderson. É tão bom constatar que os livros podem sempre conquistar um lugar nas nossas vidas, independentemente do seu tamanho e da sua origem!
Relembro que o Acordo Fotográfico já está no Facebook. Vejo-vos por lá?
Relembro que o Acordo Fotográfico já está no Facebook. Vejo-vos por lá?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Os cartões/marcadores do Acordo Fotográfico
Fotografei o Alberto Sérgio há mais de um mês, quando lia "Nunca Almoce Sozinho", um guia para relações profissionais de sucesso. Por estar a ler um livro de gestão, não estranhei que tivesse sido o primeiro a perguntar-me se tinha um cartão do Acordo Fotográfico. Na altura os cartões estavam ainda a ser concebidos, por isso, durante algum tempo, entregava a quem fotografasse uns papelinhos onde anotava o endereço do blog. Tudo muito pouco profissional, portanto... Mas esse tempo já lá vai! Os cartões/marcadores de livros do Acordo Fotográfico já estão impressos e a ser distribuídos por aí. Ontem, entreguei dois na Boulangerie de Paris da Rua Mouzinho da Silveira, no Porto.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
O que é que esta saga tem?
O Ivan nunca almoça só: à falta de gente de carne e osso terá sempre a companhia de um livro. Tal como o Mário, que fotografei há uns dias, o Ivan está completamente "apanhado" pelas Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. No início de tarde em que o conheci, lia "A Storm of Swords", o terceiro volume da saga que diz não conseguir largar. Meti na cabeça que este tipo de literatura não faz o meu género, mas perante tanto sucesso começo a ficar tentada... Afinal, o que é que esta saga tem?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Vira, a professora
Tenho uma sorte dos diabos! Não andava de metro no Porto há uns seis anos e, no último sábado, mal entrei na carruagem, arranjei um lugar em frente a uma leitora. Foi como se a Vira estivesse à minha espera. Nessa manhã, aproveitou a viagem entre Matosinhos e a Trindade para folhear uma gramática russa e preparar uma aula. Há dez anos, ela e o marido deixaram a Ucrânia onde os salários não permitiam pagar os estudos de medicina da filha. O sacrifício foi amplamente compensado: a filha é hoje médica no Hospital de S. João. E a Vira, que durante a semana trabalha doze horas por dia noutra atividade, também arranjou forma de exercer a sua verdadeira profissão: aos fins de semana é professora de russo e ucraniano numa escola para filhos de imigrantes.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Correr ou morrer
Este post tem um sabor ligeiramente amargo, mas acima de tudo muito doce. Amargo porque é triste concluirmos que passamos horas das nossas vidas nos locais de trabalho rodeados de pessoas que julgamos conhecer, mas sobre as quais sabemos muito pouco. E doce porque o Acordo Fotográfico, a pretexto de um livro, me levou a descobrir a outra face da vida do Telmo, um colega de trabalho. E, a julgar pelo brilho dos seus olhos e pelo sorriso com que me falou da sua "outra vida", arrisco afirmar que essa é a parte mais luminosa dos seus dias... Não foi assim há tanto tempo que o Telmo trocou os campeonatos de Playstation e os fins de semana no sofá pelo triatlo e, sobretudo, pelas corridas de montanha. Quando o comum dos mortais se senta à secretária e toma o primeiro café do dia para espantar o sono, o Telmo já correu, já nadou ou já andou de bicicleta, atividades que repete depois do expediente. Por estes dias, ele e a mulher preparam uma prova duríssima, a Maratona das Areias (Marathon des Sables), que consiste numa corrida de seis dias no deserto do Sara, onde percorrerão 250 Km com uma mochila às costas. A preparação passa, também, pela leitura de "Correr o Morir", de Kilian Jornet, um jovem espanhol campeão de corridas de montanha. O Telmo contou-me tudo isto no Quintal, onde o encontrei. Quem quiser pode, também, vê-lo aqui.
PS - Bem sei que as duas últimas fotografias não estão famosas. Peço desculpa aos fotografados e paciência a quem visita o Acordo Fotográfico. A lente que estou a experimentar é um bicharoco difícil de domar. Ou então sou eu que não tenho jeitinho nenhum para isto...
PS - Bem sei que as duas últimas fotografias não estão famosas. Peço desculpa aos fotografados e paciência a quem visita o Acordo Fotográfico. A lente que estou a experimentar é um bicharoco difícil de domar. Ou então sou eu que não tenho jeitinho nenhum para isto...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Pausa
A Ana já tinha feito uma aula de cycling e estava à espera que o seu personal trainer chegasse para mais uma hora de exercício. Porque traz sempre um livro consigo, aproveitou o intervalo para sentar-se no lounge do ginásio e avançar um pouco na história de "Um Violino na Noite", um romance de Jojo Moyes de que estava a gostar muito. Dadas as circunstâncias, o que Ana menos esperava era que eu quisesse fotografá-la, mas aceitou a minha proposta de bom grado. E até suportou com muita paciência os vários disparos da câmara, uma vez que por estes dias ando a experimentar uma lente completamente manual — Contax Carl Zeiss Planar f/1.4 50mm —, que muito trabalho me tem dado... Obrigada Ana, por acreditar a priori no Acordo Fotográfico!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Duplo vício
Aproveito para vos informar que o Acordo Fotográfico já está no Facebook. Aceitam-se fãs.
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