Nos jardins do Palácio de Cristal encontrei o Michiel e a namorada, um casal de belgas que estava de férias em Portugal pela primeira vez. Naquela tarde o Michiel estava a ler "Onderhuids" ("Beneath The Skin", em inglês), um thriller que conta a história de três mulheres que nada têm em comum até ao dia em que começam a receber cartas de um desconhecido que diz querer matá-las. O livro foi escrito por Nicci French, pseudónimo literário de Nicci Gerard e Sean French, um casal que escreve a dois.
domingo, 30 de setembro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Sem procurar, encontrei-a
Esta não foi a primeira vez que vi a Áurea. Era impossível não reparar nela de cada vez que entrava no "meu" autocarro, de manhã cedo, ali pelos lados da Casa da Música, elegante e de livro em punho. De todas as vezes pensei pousar o meu próprio livro e ir ter com ela para lhe pedir uma fotografia, mas a logística implícita ao ato de fotografá-la e tirar notas sobre a nossa conversa enquanto o autocarro se deslocava aos solavancos fez-me perder a vontade. Não tardou muito a que lamentasse a minha falta de coragem porque houve um dia em que a Áurea deixou de aparecer no 507.
Mas a vida entendeu por bem ser generosa para com o Acordo Fotográfico e aí há dias, à hora do almoço, colocou esta leitora no meu caminho! Sentada numa das muitas esplanadas da zona do Piolho, a Áurea lia o romance "Procuro-te", um livro de Lesley Pearse que pediu emprestado a uma colega de trabalho. E quando questionada sobre os seus hábitos de leitura confirmou-me, sem surpresa, que não só é uma leitora assídua de romances e de livros de História, como também aproveita para pôr a leitura em dia à hora do almoço e nos transportes públicos.
domingo, 23 de setembro de 2012
Till de férias
O Till aproveitou as férias para vir a Portugal pela primeira vez e descobrir alguns dos encantos do nosso país. Primeiro esteve em Peniche onde aproveitou para surfar com dois amigos. Depois seguiu sozinho para o Porto e a partir daí planeava partir para o Gerês e Ponte de Lima. Fotografei-o na esplanada do Piolho, na baixa da Invicta, quando lia "Schatten des Wahns", um romance policial passado em Hamburgo, a sua cidade natal.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Addictive Stieg
O namorado da Vera viu o filme e recomendou-lhe os livros. Os colegas da Vera leram os livros e gostaram muito. A Vera decidiu comprar o primeiro volume e teve de comprar os outros dois porque não conseguiu parar de ler. Quando a fotografei, o terceiro livro da saga Millennium — A Rainha no Palácio das Correntes de Ar — estava quase acabado.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Deixar sair é o caminho!
O livro que a Matilda estava a ler quando a fotografei no Parque das Nações foi-lhe recomendado por uma médica de medicina tradicional chinesa com quem faz acupunctura. "Deixa Sair" era o título sugestivo da obra cuja autora advoga, com muito sentido de humor e linguagem acessível, que a maioria das doenças — do corpo e da alma — se devem ao facto de assimilarmos maus alimentos e maus sentimentos que, uma vez retidos, se tornam altamente prejudiciais para a nossa saúde. Para que percebam melhor do que falo, deixo-vos um excerto retirado das primeiras páginas do livro:
"Há muita coisa que a gente põe para dentro todo o dia, depois não deixa sair e ainda reclama: Estou engordando! Meu intestino não funciona! Tenho o colesterol alto! (...) Curioso. Porque o nosso corpo é feito para deixar sair, e assim evitar qualquer doença. A gente faz cocô, xixi, sua, arrota, peida, expira, tosse, chora, menstrua, assoa o nariz, tem orgasmo e outras coisas para se livrar de excessos que, em ficando, perturbam o bom funcionamento físico, mental e espiritual. Aquela tensão na nuca é um excesso que tem que sair. Aquele ideal vibrando no peito um dia tem que sair. Talentos abandonados e apetites mal satisfeitos acabam virando doença. Quando não se deixa sair, o final mais provável é o hospital".
Faz todo o sentido, não acham?
domingo, 16 de setembro de 2012
Mihaela, a fã do Kindle
Aproximei-me da Mihaela convencida de que estaria a ler um pequeno livro, mas quando me aproximei o suficiente para já lhe estar a dirigir a palavra percebi que o que julgava ser uma capa dura era, na verdade, a capa protetora de um Kindle. A Mihaela é romena e casou-se com um português, de quem tem uma filha que dormia tranquilamente no carrinho ao seu lado. Estavam todos de férias no Porto para visitar a família portuguesa. Encontrei-a no Palácio de Cristal quando lia o quarto volume de "A Game of Thrones", uma saga que decidiu ler depois de ter visto e gostado muito da série televisiva. Fã incondicional do Kindle e dos livros digitais, a Mihaela garantiu-me que não me arrependeria se experimentasse. E a verdade é que, dada a machadada valente que vou levar no orçamento a partir de janeiro de 2013, estou seriamente a pensar em aderir ao digital na língua inglesa: os livros são infinitamente mais baratos do que os editados em português e aproveito para refrescar o vocabulário. La crise oblige...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Maria Isabel, o monge e o executivo
Foi no Parque das Nações, em Lisboa, que conheci a Maria Isabel. Naquela tarde lia "O Monge e o Executivo", um livro que trouxe do Brasil e pelo qual disse estar apaixonada. James C. Hunter, o autor, conta a história de um homem de negócios que abandona uma carreira de sucesso para se tornar monge beneditino e, através desta narrativa, esclarece os leitores sobre os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes nas múltiplas vertentes sociais. No entender da Maria Isabel, "O Monge e o Executivo" é um livro muito construtivo que tem o mérito de dissertar sobre a liderança orientada para o desenvolvimento.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Algum dia isto havia de acontecer
Quando me entrevistou para o P3, a jornalista Inês Nadais perguntou-me se já me tinha deparado com alguém a ler um eBook. Na altura respondi-lhe que ainda não tinha encontrado ninguém a ler num tablet ou num eReader e que caso isso acontecesse não saberia muito bem o que fazer, até porque sempre concebi o Acordo Fotográfico como um blogue de leitores com livros (em papel) na mão. De lá para cá, foram muitas as ocasiões em que me cruzei com gente a ler em suportes digitais (em Berlim, por exemplo, foi muito frequente), mas impôs-se sempre a seguinte pergunta: o que estarão a ler? Um email? Um jornal? Um relatório de vendas? E como poderei abordá-los? Algo do género "Desculpe, não se importa de me dizer o que está a ler para que eu decida se quero ou não fotografá-lo/a para o meu blogue?" nunca me pareceu ser opção... Por isso fui adiando o momento, segura de que algum dia a ocasião perfeita surgiria sem que eu a forçasse.
Foi há dias, numa sala de espera, que a Teresa se sentou num sofá ao meu lado e puxou de um iPad. Sorrateiramente, olhei pelo canto de olho e li as palavras que me levaram a deduzir que se trataria de um eBook: "Chapter One". E não me enganei. Aproveitando as férias, a Teresa estava a começar a ler o romance "The Holyday", da autora Kate Perry. Comprou-o na Amazon, onde costuma adquirir livros para o Kindle, mas optou por ler este no iPad.
Foi há dias, numa sala de espera, que a Teresa se sentou num sofá ao meu lado e puxou de um iPad. Sorrateiramente, olhei pelo canto de olho e li as palavras que me levaram a deduzir que se trataria de um eBook: "Chapter One". E não me enganei. Aproveitando as férias, a Teresa estava a começar a ler o romance "The Holyday", da autora Kate Perry. Comprou-o na Amazon, onde costuma adquirir livros para o Kindle, mas optou por ler este no iPad.
domingo, 9 de setembro de 2012
Isabel & Victoria
Foi na praia de Leça que fotografei a Isabel, numa tarde memorável em que não se sentia ponta de vento (coisa raríssima aqui por estas bandas). Habitual leitora de romances a Isabel estava a ler "A Arca", o mais recente livro de Victoria Hislop. Quando lhe perguntei o porquê daquela escolha, respondeu que gosta muito da autora e que já tinha lido e apreciado outros dois romances seus: "A Ilha" e "O Regresso". Não hesitou, por isso, em ler a novidade.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Como se cura uma ressaca literária?
Depois de ter submergido na "Trilogia das Jóias Negras" — uma saga que considerou altamente viciante e que consumiu num curto espaço de tempo — o Ricardo entrou numa espécie de desmame e precisou de um livro de um estilo completamente diferente que o ajudasse no processo de ressaca. "After Dark - Os Passageiros da Noite" pareceu-lhe o romance mais adequado para o efeito e era esse o livro que lia quando o desafiei a participar no Acordo Fotográfico. Depois de terminado este seu primeiro Murakami, o Ricardo estava a ponderar retomar a leitura de "O Exército Perdido", um romance que não pôde acabar porque, ironicamente, perdeu o livro. Vício, ressaca e perda. Quem disse que a vida de um leitor é fácil?
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A Alexandra em Leça (mas podia ser em Capri)
A Alexandra gosta de viagens e de romances. Foi por essa razão que o título "Viagem a Capri" lhe chamou a atenção e decidiu comprá-lo. E, embora o título tivesse sido o seu único critério de escolha, a verdade é que o romance de Elizabeth Adler não a desiludiu. Fotografei-a na praia de Leça numa magnífica manhã de verão, a época do ano em que a Alexandra mais aproveita para ler por ter mais tempo livre.
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