domingo, 29 de dezembro de 2013

Maria & Colecção Vampiro
Maria & Vampiro Collection




Para a Maria ler é entrar num universo diferente, é passar por experiências que de outra forma não viveria, é viajar. Leitora habitual de policiais, livros de aventuras e de literatura de viagem, diz que ainda é cedo para apontar o livro da sua vida, mas recorda que "Os Filhos da Lâmpada", "O Meu Pé de Laranja Lima" e, mais recentemente, "Uma Morte Súbita" a marcaram muito. Quando a conheci no Metro do Porto, a Maria contou-me que este ano descobriu a velhinha Colecção Vampiro do pai e que ficou fascinada não só com a qualidade literária dos livros, mas também com as histórias emocionantes que contam. Foi com um desses livros que a fotografei.


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To Maria, reading is going into a different universe, is going through experiences she wouldn't live any other way, is travelling. A usual reader of detective stories, adventure books and travelling literature, she says it is still early to choose the book of her life, but she remembers that "Children of the Lamp", "My Sweet-Orange Tree" and, recently "The Cuckoo’s Calling" touched her very much. When I met her at Porto subway, Maria told me that this year she found out her father's old Coleção Vampiro and that she was fascinated not only with the book's literary quality but also with the thrilling stories they tell. She was with one of those old books when I took her picture. 
Translated by Marisa Silva

sábado, 21 de dezembro de 2013

Dois, dos, two, deux, zwei, due






O Acordo Fotográfico faz hoje dois anos! Obrigada a todos os leitores e autores que me permitiram fotografá-los, a todos os seguidores que por aqui passam volta e meia, a todos os que me ajudaram a promover e a levar mais longe esta ideia. 2013 foi um ano excelente para o Acordo Fotográfico. Tenho grandes projetos para 2014. ;)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Autor & O Livro - V
The Author & The Book - V



Li apenas três livros de José Eduardo Agualusa. Não sou, portanto, grande conhecedora da sua obra. Mas pude perceber que as viagens são fundamentais para a sua escrita e agradou-me que a conversa do último Porto de Encontro tivesse começado precisamente por aí, pelo gosto de viajar que Agualusa alimenta desde a adolescência. Este gosto, que também eu nutro, é hoje coisa muito comum, porém dá-me prazer imaginar que é assunto só nosso. Inspiro-me nessa fantasia e escrevo. 

O meu primeiro Agualusa foi “Um Estranho em Goa”, numa edição de bolso pela Biblioteca Editores Independentes. Comprei-o uns meses antes de aterrar em Pangim e transformei-o num romance-guia que fui sublinhando, num esforço para destrinçar ficção de realidade e traçar um itinerário. Folheio-o agora, revejo os meus apontamentos — ”preços inacreditavelmente baratos”, “encantadores de serpentes”, “King Fisher”, “Margão”, “Ilha de Divar”, “bebinca”, “Candolim”, “a maneira indiana de dizer sim”, “Velha Goa”, "São Francisco Xavier”, “Forte de Aguada” e “Anjuna” (onde comprei um anel de prata e pedra azul que nunca mais tirei do dedo) — e dou de caras com Plácido Domingo, personagem que reencontrei há pouco tempo em “Milagrário Pessoal”, livro onde se procura a origem de misteriosos neologismos, num périplo que atravessa vários países de língua portuguesa e que eu gostaria de replicar um dia, mas para "caçar" leitores. É o meu romance-premonição. E depois houve também "Teoria Geral do Esquecimento", que tanto me emocionou e que me obrigou a uma viagem bem mais prosaica: a da descoberta do Kindle. Foi o meu primeiro romance-digital. 


Angolano a viver entre Portugal e o Brasil há vários anos, Agualusa veio à Invicta para conversar sobre o seu percurso literário e apresentar o seu último romance — "A Vida no Céu", um livro que se inspira nas luminosas paisagens de nuvens que vê das janelas dos aviões e cujo título lhe surgiu num sonho. "Sonhar faz parte do meu ofício. Sonho o tempo todo. Sonho com o início dos romances e resolvo os romances quando sonho. Sonho, portanto, por razões práticas", disse sorrindo. Autor "caixeiro-viajante" (palavras suas), capaz de escrever em qualquer lugar (cidades várias, aeroportos, aviões), diz que fazê-lo é “expor-se de forma honesta, inteira e com coragem" e afirma que os livros que escreve são os que tem mais medo de escrever. Foi precisamente o que aconteceu com "A Vida no Céu", que se transformou na “possibilidade de fazer algo que nunca tinha feito e que tinha um certo receio de fazer: escrever para um público mais jovem com o objetivo de atrair e formar novos leitores”. Será o meu quarto romance de Agualusa. Um romance-futuro.


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I read only three books by José Eduardo Agualusa. So, I'm not a good connoisseur of his work. But I could see that travels are fundamental for his writing and I was pleased that the talk of the last "Porto de Encontro" started with that subject, with the pleasure of travelling that Agualusa nourishes since he was a teenager. This pleasure, that I also have, is very common nowadays, but it gives me great satisfaction to imagine that this matter is just our own. I inspire myself in that fantasy and I write.

My first Agualusa was “Um Estranho em Goa”, in a pocket size edition from Biblioteca Editores Independentes. I bought it a few months before landing in Pangin and I turned it into a guide-novel which words I underlined in a effort to distinguish fiction from reality and draw an itinerary. Now I flip through it, I revise my notes - "unbelievably cheap prices", "snake charmers", "King Fisher", "Margão", "Divar Island", "bebinca", "Candolim", "the indian way to say yes", "Old Goa", "São Francisco Xavier", "Aguada Fort" and "Anjuna" (where I bought a silver ring with a blue stone that has been in my finger since then) - and I come across with Placido Domingo, character I met once again in “Milagrário Pessoal”, a book where the origin of mysterious Portuguese neologisms are investigated, in a periplus that goes across several countries of Portuguese language and that I would like to duplicate one day, but to “hunt” readers. It is my premonition-novel. And then there also was "Teoria Geral do Esquecimento" that moved me so much and forced me to a more prosaic journey: the discovery of kindle. It was my first digital-novel.

Born in Angola and living between Portugal and Brazil for several years now, Agualusa came to Porto to talk about his literary path and present his latest novel – “A Vida no Céu”, a book inspired in the luminous landscapes of clouds he sees from the airplanes windows and which title came to him in a dream. "Dreaming is part of my trade. I dream all the time. I dream with the beginning of novels and I solve novels when I dream. So, I dream for practical reasons", he said smiling. “Author-travelling-salesman" (his own words), capable of writing anywhere (multiple cities, airports, planes), he says that doing it is to expose himself in a honest way, with all of him and with bravery, and he states that the books he writes are the ones he is more afraid to write. That was exactly what happened with "A Vida no Céu", that turned in to the possibility of doing something he hadn't done before and he had a certain fear of doing: writing for a younger public with the purpose of attracting and forming new readers. This will be my fourth novel of Agualusa. A future-novel.
Translated by Marisa Silva

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma leitora, três livros
One reader, three books


Surgiu no Passeio dos Clérigos uma loja pop up que estará aberta ao público até ao próximo dia 23 de dezembro. Passei por lá numa das minhas horas de almoço, durante a semana, e a novidade levou-me a entrar. No interior, vários lojistas expõem principalmente produtos portugueses e o objetivo é, claro, levar os portuenses a comprar por lá os seus presentes de Natal. Foi aí que conheci a Sara, responsável pelo pequeno stand onde se vendem peças de lã com um design muito original. Num momento em que não havia clientes, a Sara decidiu ocupar-se com um livro. "Não sou capaz de estar sem fazer nada, por isso aproveito para ler, que é o que mais me relaxa e dá prazer", afirmou.  Diz, aliás, não compreender como há pessoas que não são capazes de ler e lamenta conhecer gente que nunca leu um livro na vida. Talvez a avidez da Sara compense estes casos; leitora habitual, nunca sai de casa sem livros. Quando conversámos, tinha consigo dois volumes: nas mãos, "O Assassinato de Roger Ackroyd", de Agatha Christie, uma autora que é das suas favoritas dentro do género policial; em cima da mesa, "O Método Simples Para Deixar de Fumar". "Não fumo há três dias", confessou sorrindo. E no carro estava, ainda, um livro com contos de Gabriel Garcia Máquez, o seu autor preferido.

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A pop up store appeared at Passeio dos Clérigos and it will remain open until the next December 23rd. I walked by in one of my lunch hours, during the week, and the novelty lead me to come in. Inside, several storeowners exhibit mainly Portuguese products and the goal is, obviously, to encourage people from Porto to buy there their Christmas presents. There I met Sara, in charge of the small stand where wool pieces with a very original design were sold. At the time there were no customers, so Sara decided to entertain herself with a book. "I cant stand not having something to do, so I take the time to read, which is what relax me the most and also what gives me more pleasure", she stated. She also claims that she doesn't understand how some people are not able to read at all and regrets she knows people who have never read a book in their entire life. Maybe Sara eagerness makes up for these cases; a usual reader, she never leaves home without books. When we talked, she had with her two volumes: in her hand, “The Murder of Roger Ackroid”, from Agatha Christie, one of her favorite authors within the crime style; on the table, "Allen Carr's Easy Way To Stop Smoking". “I haven’t been smoking for three days, now”, she confessed while smiling. And in the car there was also a book of short stories from Gabriel García Márquez, her favorite author.
Translated by Marisa Silva

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Joaquim & Manuel António Pina


Na última greve dos STCP, à falta de autocarros, não tive outra solução a não ser caminhar da Rua da Restauração até à Casa da Música para apanhar o Metro. Se assim não fosse, não teria passado pela entrada da Escola de Música Guilhermina Suggia onde, para lá das portas de vidro e ao abrigo da noite gelada, o Joaquim lia enquanto esperava que terminasse a lição do filho. Manuel António Pina, jornalista e escritor portuense, foi a sua escolha para esse momento de pausa. No livro "Crónica, Saudade da Literatura", o Joaquim  estava basicamente a reler textos que já conhecia, porque para si ler Manuel António Pina é pura diversão. "Gosto muito deste autor, acho piada à forma como escrevia e às críticas que fazia. Mas também sou leitor da sua poesia e compro os seus livros infantis para o meu filho", contou-me. 

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On the last strike of public transports in Porto, due to the lack of buses I had no other way but to walk from Restauração street to Casa da Música so I could catch the subway. If I didn't done like that, I would never walked by the entrance of Guilhermina Suggia Music School where, beyond the glass doors and sheltered from the freezing night, Joaquim read while waiting for his son's lesson to finish. Manuel António Pina, reporter and writter from Porto was his choice for that break time. In the book, “Crónica, Saudade da Literatura”, Joaquim was basically reading chronicles he had read before, because to him reading Manuel António Pina is pure fun. “I really like this author, I found funny the way he wrote and the chronicles he made. But I also read his poetry and I buy his children books for my son”, he told me.
Translated by Marisa Silva

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Renata & Carlos Ruiz Zafón


"Os meus livros preferidos são "Os Maias" e "A Sombra do Vento", mas o que me fez mesmo começar a gostar de ler foi o Harry Potter. Li todos os livros e depois comecei a comprar outros, de outro género". Assim me respondeu a Renata quando lhe perguntei pelos seus livros preferidos e pelos seus hábitos de leitura. Fotografei-a há uns bons meses, em pleno verão, no meu habitual percurso de metro entre o Porto e Matosinhos. Outrora leitora assídua, a Renata lamenta que hoje em dia já não tenha tanto tempo para ler como quando andava no secundário. Desdobra-se entre a faculdade e o trabalho e só mesmo nas férias ou nos percursos em transportes públicos tem disponibilidade para pegar num romance. Deu-se o caso de a conhecer num desses momentos, quando regressava a um autor de quem gosta muito: Carlos Ruiz Zafón. O livro era "O Prisioneiro do Céu".

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"My favourite books are "The Maias" and "The Shadow of the Wind", but what made me start to like reading was Harry Potter. I read all the books and then started buying others, of another kind". That was the answer of Renata when I asked about her favorite books and about her reading habits. I took her picture months ago, in mid summer, at my usual subway ride between Porto and Matosinhos. Once a usual reader, Renata regrets that nowadays she doesn't has so much time to read like when she was in high school. She divides herself between university and work and only on holidays or when she is in public transports she is available to read a novel. I got to meet her in one of those moments, when she was returning to an author she likes a lot: Carlos Ruiz Zafón. The book was "The Prisoner of Heaven".

domingo, 8 de dezembro de 2013

Olga & Danielle Steel


Depois de ter fotografado e conversado com o Victor, segui o meu passeio no Parc de la Ciutadella, em Barcelona, e caminhei na direção de um grupo de músicos à volta dos quais se reunia um grupo de espectadores divertido com a atuação. Vim a saber depois que eram argentinos. Ligeiramente afastada, mas suficientemente perto para desfrutar daquela banda sonora enquanto lia, estava a Olga, estendida sob uma árvore frondosa num recanto relvado do parque. Lia "Calidoscópio", de Danielle Steel, talvez a sua autora favorita. Leitora frequente, a Olga tem preferência por novelas românticas e frisa que o que mais aprecia das muitas histórias de Danielle Steel que leu é o facto de identificar situações que já aconteceram na sua própria vida.  À pergunta sobre qual seria o livro da sua vida, a Olga não soube responder, justificando que de uma forma geral gosta de todos os romances que lê. Mas o seu companheiro, que estava sentado ao seu lado e que não se vê nesta fotografia, não hesitou em dizer-me que o seu autor preferido é o espanhol Javier Marías e que "Corazón Tan Blanco" é provavelmente o livro da sua vida. 


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After I took Victor´s picture and talked to him, I continued to stroll in Parc de la Ciutadella, in Barcelona, and walked towards a group of musicians around which there was a group of viewers enjoying the performance. Later I found out they were Argentines. A bit far away, but close enough to enjoy the sound while reading, was Olga, lying under a leafy tree in a lawn corner of the park. She was reading “Kaleidoscope”, from Danielle Steel, perhaps her favorite author. A usual reader, Olga prefers romantic novels and claims that what she enjoys most in Danielle Steel´s stories is the fact that she relates to facts present in her own life. Olga couldn´t answer the question about the book of her life, because in a general condition she likes every novel she reads. But her partner, sitting right next to her and who can´t be seen in this picture, didn´t hesitate in saying e that his favorite author is the Spanish Javier Marias and that “A Heart So White” probably is the book of his life.
Translated by Marisa Silva

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ana & Carlos Ruiz Zafón


A Ana foi uma das primeiras leitoras que fotografei para a Metro TV depois de formalizar a parceria com o Metro do Porto. Conhecia-a na estação da Casa da Música quando lia "O Palácio da Meia-Noite". Carlos Ruiz Zafón é, aliás, um autor que conhece bem e aponta "A Sombra do Vento" como o livro que mais a marcou. A Ana é leitora habitual, embora admita que é durante as férias que mais lê. Durante o resto do ano aproveita o tempo passado nos transportes públicos para desfrutar dos livros. "Tem de ser!", afirmou com convicção.

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Ana was one of the first readers I photographed to Metro TV after I agreed with the partnership with Metro do Porto. I met her at Casa da Música Station when she was reading "The Midnight Palace". Carlos Ruiz Zafón is an author she knows well and she stands out "The Shadow of the Wind" as the book that most touched her. Ana is a usual reader although she admits that it is during the holidays she reads more. During the rest of the year she takes advantage of the time spent on public transports to enjoy books. "I have to!" she claimed with conviction.
Translated by Marisa Silva

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Fernando, em defesa da poesia portuguesa


Na segunda-feira a seguir à abertura da exposição do Acordo Fotográfico, voltei ao Quintal Bioshop para colar um pequeno cartaz em formato A4 na porta da loja. Foi então que me deparei com o Fernando que dava as últimas garfadas no almoço e se preparava para ler enquanto terminava o copo de vinho tinto e tomava um café. O livro que tinha como companheiro era "Depois da Música", do poeta Luís Quintais, o terceiro volume da coleção de poesia da Tinta da China coordenada por Pedro Mexia. Diz o Fernando que aprecia imenso os livros desta coleção: para além de promoverem bons poetas, considera-os objetos muito bem conseguidos, com boas capas e bom papel. Leitor habitual de poesia, o Fernando afirma gostar muito da obra de Luís Quintais, mas faz questão de mencionar também o poeta Miguel Manso, cujo título "Supremo 16/70" o fascinou. "É uma coisa fabulosa, esse livro! Uma homenagem ao avô. Lindíssimo. Uma das coisas mais maravilhosas que foram publicadas nos últimos tempos", afirma. Mas os elogios deste leitor não se estendem apenas a Miguel Manso e Luís Quintais. No seu entender "temos poetas de primeira grandeza, em qualquer época da nossa História e do mundo" pelo que lamenta que se leia tão pouca poesia em Portugal e que alguns destes livros tenham tiragens que não vão além dos 250 exemplares... "E só lê poesia?", perguntei. Não, o Fernando não lê apenas poesia. Lê também livros de História e muita ficção. "O último romance que li foi "A Infância de Jesus", do Coetzee", esclareceu. "Um livro muito interessante sobre três figuras rebeldes. A rebeldia é lindíssima."

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On the Monday after the opening of the exhibition of Acordo Fotográfico, I went back to Quintal Bioshop to put up a small poster on the store door. Then I saw Fernando who was taking the last bite at his lunch and prepared himself to read while finishing his glass of red wine and drinking a cup of coffee. The book he had as a partner was "Depois da Música", from the Portuguese poet Luís Quintais, the third volume of the poetry collection from Tinta da China editions, coordinated by Pedro Mexia. Fernando says he really likes the books of this collection: besides promoting good poets, he thinks they are very well accomplished objects: with good covers and good paper. A usual reader of poetry, Fernando claims he really likes the work of Luís Quintais, but he makes a point to also mention the poet Miguel Manso, whose title "Supremo 16/70" fascinated him. "That book is a wonderful thing! A tribute to his grandfather. Beautiful. One of the most wonderful things published in recent time", he claims. But the compliments from this reader go beyond Miguel Manso and Luís Quintais. In his point of view "we have first class poets, in any time of our History and in the world" so he regrets that  few poetry is read in Portugal and that some of these books have editions limited to 250 copies... "And you only read poetry?” I asked. No, Fernando doesn´t just read poetry. He also reads History books and a lot of fiction. "The last novel I read was "The Childhood of Jesus”, from Coetzee, he stated. “A very interesting book about three rebellious figures. Rebelliousness is beautiful." 
Translated by Marisa Silva

domingo, 1 de dezembro de 2013

Virgínia e o Reiki


Foi no inicio deste ano que a Virgínia foi desafiada por uma amiga mestre de Reiki a descobrir esta prática espiritual. Consciente de que ainda tem muito para evoluir, a Virgínia não só pratica Reiki todos os dias (nem que seja antes de adormecer) como também tem vindo a complementar os seus conhecimentos com leituras sobre o tema. Fotografei-a no final do mês de outubro, à porta do Porto Stock Fair, uma feira onde se vendiam livros com descontos até 80%. A Virgínia tinha acabado de comprar "Reiki e a Energia da Cura Pelo Amor", um livro que iria completar a sua biblioteca sobre esta prática e que considerou muito interessante por causa das imagens elucidativas que inclui. Leitora habitual, diz ler de tudo um pouco, conforme a sua disposição, sendo capaz, inclusive, de ler vários livros ao mesmo tempo. E o livro da sua vida? A resposta não demorou: "Talvez um dos que mais me marcou tenha sido "A Arte da Simplicidade"", afirmou. Este é um livro que também eu li há cerca de quatro anos e que não me canso de recomendar. Se vos aflige esta sociedade centrada no hiperconsumo e procuram viver de forma mais simples, este é o vosso manual. 

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Early this year Virginia was challenged to discover Reiki by a friend who is a master of this spiritual practice. As she is aware she has a lot to evolve, Virginia not only practices Reiki everyday ( if not sooner, just before going to sleep) she also has been improving her knowledge while reading about the subject. I took her picture at the end of October outside of Oporto Stock Fair, where books were sold with discounts up to 80%. Virginia had just bought “Reiki e a Energia da Cura pelo Amor” a book that would complete her library on this matter and she thought was very interesting because of the elucidative pictures it has. A usual reader, she says she reads a bit of everything, depending on her mood, and she even can read several books at the same time. What about the book of her life? The answer didn't take long: "Maybe one of the more captivating to me was "The Art of Simpincity", she stated. This is a book I also read about four years ago and I don't get tired of promoting it to others. If you are concerned about this society centered in hyperconsumption and seek to live a simpler life, this is your manual.
Translated by Marisa Silva