Esta foi a fotografia mais difícil que alguma vez tirei desde que comecei o Acordo Fotográfico. Andava a evitar fotografar dentro do autocarro que me leva ao trabalho todas as manhãs, mas foi impossível ignorar o jovem rapaz que vinha a ler sentado quase ao meu lado. Os solavancos, as pessoas que passavam à minha frente, a falta de luz dentro do autocarro e a falta de luz lá fora (porque chovia copiosamente) tornaram dificílima a tarefa de focar a imagem em modo manual. Puxei pela lente até ao limite, contei com a paciência do Bruno que aguentou vários disparos e o resultado é o que se vê. Naquela manhã, este jovem leitor, de mochila pousada sobre os joelhos, lia "Método de Engate", um livro que lhe foi oferecido pelo cunhado. E porquê esta oferta? Simplesmente porque o Bruno "está na idade das miúdas".
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
O resgate de Nora Roberts
Se há coisa que não consigo fazer é deitar livros fora. Prefiro dá-los, oferecê-los, mas pô-los no lixo é-me inconcebível. E a ideia de que possam ser "abatidos" ou "guilhotinados" (como se diz na gíria editorial e como se faz, de facto, aos monos que são tão monos que até esquecidos num armazém dão prejuízo) dói-me fundo na alma. Trago em mim esta convicção de que um livro, por muito mau que seja e até independentemente da sua mensagem, é um objeto quase sagrado. Talvez o meu objeto preferido, no extremo oposto a qualquer tipo de arma e aos guarda-chuvas, que detesto... E é por isso que arrasto comigo, a cada mudança de casa, dezenas de volumes que muito provavelmente nunca hei de ler — comprei-os, mas não me agradaram; ofereceram-mos e ficaram na prateleira; salvei-os de algum lugar onde estavam ao abandono —, mas que insisto em guardar com carinho.
A Ana é uma leitora assídua e passa as horas de almoço na companhia de livros. Encontrei-a no jardim da Cordoaria a ler "Lua de Sangue", um romance de Nora Roberts. Na semana anterior, tinha lido "Porto de Abrigo", um outro livro da mesma autora e contou-me que em casa tinha um terceiro livro de Nora à sua espera. Estes romances tinham sido oferecidos à instituição para crianças onde a mãe da Ana trabalha e, por não se adequarem aos mais novos, tinham o lixo como destino. Convencida de que a filha os apreciaria, resgatou-os a tempo e foi assim que a Ana pôde descobrir uma autora de quem nunca ouvira falar e que a surpreendeu muitíssimo. Uma história com final feliz que se encaixa perfeitamente no espírito do Acordo Fotográfico!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
João & Saul Bellow
Num destes fins de semana, andava a passear no jardim do Passeio Alegre, na Foz, quando o João passou por mim num passo estugado e eu, que reconheço capas da Quetzal a milhas, percebi que levava na mão um livro do Saul Bellow. Lamentei não me ter cruzado com ele noutra ocasião, num momento em que estivesse a ler, mas resignei-me enquanto o via distanciar-se. Continuei o meu passeio em direção ao mar e foi uns metros mais à frente, na esplanada do mítico Bonaparte, que voltei a encontrá-lo, já sentado e a ler na companhia de uma Guinness. Foi perfeito!
O João, que é produtor musical e cofundador da Wasser Bassin Records, é também um comprador impulsivo de livros. Lê muito e compra de tudo: ensaios, romances, livros de viagens, entre outros. Porque me senti identificada com esta forma de ser leitor, mostrei-lhe o que eu própria andava a ler por aqueles dias — "Se Isto é um Homem", de Primo Levi — e foi ele que fez notar que ambos estávamos a ler autores judeus.
O seu primeiro contacto com a obra se Saul Bellow aconteceu através do conto "Him With is Foot in His Mouth". Por ter gostado do que leu, procurou mais informação sobre a obra do autor e foi então que o livro "Morrem Mais de Mágoa" lhe chamou a atenção. Interessado pelo tema do romance, que aborda sobretudo a natureza das relações humanas, acabou por comprá-lo. E era por esse livro que o João se apressava quando passou por mim naquela tarde. Como me disse no início da nossa conversa, procurava um lugar onde pudesse lê-lo tranquilamente.
domingo, 14 de outubro de 2012
Vicente prefere os portugueses
O Vicente lê muito e dá prioridade aos autores portugueses. Os livros, é ele quem os os compra e escolhe-os sobretudo pelos títulos, mas também há os que a sobrinha lhe oferece e os que vai trocando com ela. Já leu grande parte das obras de Camilo Castelo Branco e gosta muito de tudo o que Júlio Magalhães escreveu. Por outro lado, não aprecia nada José Saramago nem José Rodrigues dos Santos. Quando o encontrei no Parque da Cidade, estava a ler o último trabalho de Maria Elisa, "Amar e Cuidar", um livro onde a jornalista relata a sua viagem pelo mundo do cancro.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
António & Konsalik
Encontrei-o sentado na margem do Douro, de frente para o lugar onde o rio e o mar se encontram. O António, que se definiu como "um leitor nas horas vagas", diz que lê porque não consegue estar sem fazer nada. Naquela tarde ociosa de domingo ocupou-se com a leitura de "Mistério da Pedra Verde", um romance de Konsalik, autor cujas histórias o fascinam.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Último sapore di sale, sapore di mare
Hoje, no Porto, esteve um daqueles dias abafados e húmidos em que a morrinha e o nevoeiro não nos largam, colando-se à pele, ao cabelo, à roupa... Enfim, um dia de outono, como é suposto, mas que a mim não me apetece nada. Por isso me sabe tão bem publicar esta fotografia tirada há pouco mais de uma semana e que muito provavelmente encerrará o ciclo de imagens de "banhistas-leitores" registadas este ano. Nesse dia sem nuvens no horizonte e sol ainda quente conheci o Vincenzo, que desfrutava da leitura de "O Anjo Perdido" numa praia da Foz. A escolha do romance aconteceu por acaso: primeiro cruzou-se com umas referências na net que lhe despertaram a atenção; mais tarde viu-o exposto numa livraria e acabou por comprá-lo. Quando questionado sobre os seus hábitos de leitura, o Vincenzo confirmou-me que é um consumidor assíduo de livros (dois a três por mês), mas lamentou o facto de serem caros.
domingo, 7 de outubro de 2012
Na praia com Sherlock Holmes
Naquele domingo de manhã o Jorge dirigiu-se, como é hábito, ao local onde compra o Jornal de Notícias na expectativa de poder ler a Notícias Magazine na praia. Infelizmente, um qualquer lapso fez com que todos os exemplares do jornal tivessem sido distribuídos sem a revista e isso levou-o a procurar uma leitura alternativa. Foi então que se lembrou de uma coleção de livros com histórias do Sherlock Holmes, também distribuídos com o Jornal de Notícias há dois ou três anos, e que ainda tinha lá por casa. "Pequeno, prático, leve, com uma história que prende a atenção, ótimo para trazer para a praia", foram as palavras escolhidas pelo Jorge para justificar a sua escolha quando lhe perguntei o que lia e lhe pedi uma foto para o Acordo Fotográfico.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Iona e os oceanos
Num mercado completamente tomado por grandes ideias de negócio, altamente competitivo e onde todos se batem ferozmente pela conquista de novos consumidores, como fazer para implementar um novo negócio, conquistar clientes e ter sucesso? Escrito por dois gurus do mundo dos negócios, "Blue Ocean Strategy" é o livro que pretende responder a estas questões ao mesmo tempo que revoluciona as estratégias a adotar na criação de novos mercados. Era este o livro que a Iona — uma jovem romena de Bucareste, que veio estudar para a Faculdade de Economia do Porto — estava a ler numa belíssima tarde de outono (quem diria?!) em Matosinhos.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
André descobre Saramago
O André é um jovem leitor que até há bem pouco tempo lia sobretudo em inglês. À biblioteca dos pais foi buscar, por exemplo, Steinbeck, Salman Rushdie ou Hermann Hesse, o seu autor preferido. Ainda assim, recorda que um dos primeiros livros que leu era de Fernando Pessoa. As suas duas irmãs mais velhas eram leitoras do poeta e o André quis também saber do que se tratava. Admite, no entanto, que essa leitura aconteceu demasiado cedo e que teve de regressar ao livro, mais tarde, para entendê-lo melhor. Miguel Torga ou Vergílio Ferreira foram outros autores portugueses que mereceram a sua atenção enquanto ia alimentando uma grande vontade de ler José Saramago. Comentou-o com a namorada e foi ela quem lhe ofereceu o "Ensaio Sobre a Cegueira", o livro que estava quase a acabar quando o fotografei no jardim da Cordoaria. Este primeiro Saramago conquistou-o de tal forma que ponderava ler logo de seguida um outro romance do autor. O livro foi-lhe oferecido por uma das irmãs que ao preparar-se para uma grande viagem se desfez de grande parte dos seus bens e entregou "Todos os Nomes" ao André em jeito de herança.
domingo, 30 de setembro de 2012
Casais
Nos jardins do Palácio de Cristal encontrei o Michiel e a namorada, um casal de belgas que estava de férias em Portugal pela primeira vez. Naquela tarde o Michiel estava a ler "Onderhuids" ("Beneath The Skin", em inglês), um thriller que conta a história de três mulheres que nada têm em comum até ao dia em que começam a receber cartas de um desconhecido que diz querer matá-las. O livro foi escrito por Nicci French, pseudónimo literário de Nicci Gerard e Sean French, um casal que escreve a dois.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Sem procurar, encontrei-a
Esta não foi a primeira vez que vi a Áurea. Era impossível não reparar nela de cada vez que entrava no "meu" autocarro, de manhã cedo, ali pelos lados da Casa da Música, elegante e de livro em punho. De todas as vezes pensei pousar o meu próprio livro e ir ter com ela para lhe pedir uma fotografia, mas a logística implícita ao ato de fotografá-la e tirar notas sobre a nossa conversa enquanto o autocarro se deslocava aos solavancos fez-me perder a vontade. Não tardou muito a que lamentasse a minha falta de coragem porque houve um dia em que a Áurea deixou de aparecer no 507.
Mas a vida entendeu por bem ser generosa para com o Acordo Fotográfico e aí há dias, à hora do almoço, colocou esta leitora no meu caminho! Sentada numa das muitas esplanadas da zona do Piolho, a Áurea lia o romance "Procuro-te", um livro de Lesley Pearse que pediu emprestado a uma colega de trabalho. E quando questionada sobre os seus hábitos de leitura confirmou-me, sem surpresa, que não só é uma leitora assídua de romances e de livros de História, como também aproveita para pôr a leitura em dia à hora do almoço e nos transportes públicos.
domingo, 23 de setembro de 2012
Till de férias
O Till aproveitou as férias para vir a Portugal pela primeira vez e descobrir alguns dos encantos do nosso país. Primeiro esteve em Peniche onde aproveitou para surfar com dois amigos. Depois seguiu sozinho para o Porto e a partir daí planeava partir para o Gerês e Ponte de Lima. Fotografei-o na esplanada do Piolho, na baixa da Invicta, quando lia "Schatten des Wahns", um romance policial passado em Hamburgo, a sua cidade natal.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Addictive Stieg
O namorado da Vera viu o filme e recomendou-lhe os livros. Os colegas da Vera leram os livros e gostaram muito. A Vera decidiu comprar o primeiro volume e teve de comprar os outros dois porque não conseguiu parar de ler. Quando a fotografei, o terceiro livro da saga Millennium — A Rainha no Palácio das Correntes de Ar — estava quase acabado.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Deixar sair é o caminho!
O livro que a Matilda estava a ler quando a fotografei no Parque das Nações foi-lhe recomendado por uma médica de medicina tradicional chinesa com quem faz acupunctura. "Deixa Sair" era o título sugestivo da obra cuja autora advoga, com muito sentido de humor e linguagem acessível, que a maioria das doenças — do corpo e da alma — se devem ao facto de assimilarmos maus alimentos e maus sentimentos que, uma vez retidos, se tornam altamente prejudiciais para a nossa saúde. Para que percebam melhor do que falo, deixo-vos um excerto retirado das primeiras páginas do livro:
"Há muita coisa que a gente põe para dentro todo o dia, depois não deixa sair e ainda reclama: Estou engordando! Meu intestino não funciona! Tenho o colesterol alto! (...) Curioso. Porque o nosso corpo é feito para deixar sair, e assim evitar qualquer doença. A gente faz cocô, xixi, sua, arrota, peida, expira, tosse, chora, menstrua, assoa o nariz, tem orgasmo e outras coisas para se livrar de excessos que, em ficando, perturbam o bom funcionamento físico, mental e espiritual. Aquela tensão na nuca é um excesso que tem que sair. Aquele ideal vibrando no peito um dia tem que sair. Talentos abandonados e apetites mal satisfeitos acabam virando doença. Quando não se deixa sair, o final mais provável é o hospital".
Faz todo o sentido, não acham?
domingo, 16 de setembro de 2012
Mihaela, a fã do Kindle
Aproximei-me da Mihaela convencida de que estaria a ler um pequeno livro, mas quando me aproximei o suficiente para já lhe estar a dirigir a palavra percebi que o que julgava ser uma capa dura era, na verdade, a capa protetora de um Kindle. A Mihaela é romena e casou-se com um português, de quem tem uma filha que dormia tranquilamente no carrinho ao seu lado. Estavam todos de férias no Porto para visitar a família portuguesa. Encontrei-a no Palácio de Cristal quando lia o quarto volume de "A Game of Thrones", uma saga que decidiu ler depois de ter visto e gostado muito da série televisiva. Fã incondicional do Kindle e dos livros digitais, a Mihaela garantiu-me que não me arrependeria se experimentasse. E a verdade é que, dada a machadada valente que vou levar no orçamento a partir de janeiro de 2013, estou seriamente a pensar em aderir ao digital na língua inglesa: os livros são infinitamente mais baratos do que os editados em português e aproveito para refrescar o vocabulário. La crise oblige...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Maria Isabel, o monge e o executivo
Foi no Parque das Nações, em Lisboa, que conheci a Maria Isabel. Naquela tarde lia "O Monge e o Executivo", um livro que trouxe do Brasil e pelo qual disse estar apaixonada. James C. Hunter, o autor, conta a história de um homem de negócios que abandona uma carreira de sucesso para se tornar monge beneditino e, através desta narrativa, esclarece os leitores sobre os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes nas múltiplas vertentes sociais. No entender da Maria Isabel, "O Monge e o Executivo" é um livro muito construtivo que tem o mérito de dissertar sobre a liderança orientada para o desenvolvimento.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Algum dia isto havia de acontecer
Quando me entrevistou para o P3, a jornalista Inês Nadais perguntou-me se já me tinha deparado com alguém a ler um eBook. Na altura respondi-lhe que ainda não tinha encontrado ninguém a ler num tablet ou num eReader e que caso isso acontecesse não saberia muito bem o que fazer, até porque sempre concebi o Acordo Fotográfico como um blogue de leitores com livros (em papel) na mão. De lá para cá, foram muitas as ocasiões em que me cruzei com gente a ler em suportes digitais (em Berlim, por exemplo, foi muito frequente), mas impôs-se sempre a seguinte pergunta: o que estarão a ler? Um email? Um jornal? Um relatório de vendas? E como poderei abordá-los? Algo do género "Desculpe, não se importa de me dizer o que está a ler para que eu decida se quero ou não fotografá-lo/a para o meu blogue?" nunca me pareceu ser opção... Por isso fui adiando o momento, segura de que algum dia a ocasião perfeita surgiria sem que eu a forçasse.
Foi há dias, numa sala de espera, que a Teresa se sentou num sofá ao meu lado e puxou de um iPad. Sorrateiramente, olhei pelo canto de olho e li as palavras que me levaram a deduzir que se trataria de um eBook: "Chapter One". E não me enganei. Aproveitando as férias, a Teresa estava a começar a ler o romance "The Holyday", da autora Kate Perry. Comprou-o na Amazon, onde costuma adquirir livros para o Kindle, mas optou por ler este no iPad.
Foi há dias, numa sala de espera, que a Teresa se sentou num sofá ao meu lado e puxou de um iPad. Sorrateiramente, olhei pelo canto de olho e li as palavras que me levaram a deduzir que se trataria de um eBook: "Chapter One". E não me enganei. Aproveitando as férias, a Teresa estava a começar a ler o romance "The Holyday", da autora Kate Perry. Comprou-o na Amazon, onde costuma adquirir livros para o Kindle, mas optou por ler este no iPad.
domingo, 9 de setembro de 2012
Isabel & Victoria
Foi na praia de Leça que fotografei a Isabel, numa tarde memorável em que não se sentia ponta de vento (coisa raríssima aqui por estas bandas). Habitual leitora de romances a Isabel estava a ler "A Arca", o mais recente livro de Victoria Hislop. Quando lhe perguntei o porquê daquela escolha, respondeu que gosta muito da autora e que já tinha lido e apreciado outros dois romances seus: "A Ilha" e "O Regresso". Não hesitou, por isso, em ler a novidade.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Como se cura uma ressaca literária?
Depois de ter submergido na "Trilogia das Jóias Negras" — uma saga que considerou altamente viciante e que consumiu num curto espaço de tempo — o Ricardo entrou numa espécie de desmame e precisou de um livro de um estilo completamente diferente que o ajudasse no processo de ressaca. "After Dark - Os Passageiros da Noite" pareceu-lhe o romance mais adequado para o efeito e era esse o livro que lia quando o desafiei a participar no Acordo Fotográfico. Depois de terminado este seu primeiro Murakami, o Ricardo estava a ponderar retomar a leitura de "O Exército Perdido", um romance que não pôde acabar porque, ironicamente, perdeu o livro. Vício, ressaca e perda. Quem disse que a vida de um leitor é fácil?
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A Alexandra em Leça (mas podia ser em Capri)
A Alexandra gosta de viagens e de romances. Foi por essa razão que o título "Viagem a Capri" lhe chamou a atenção e decidiu comprá-lo. E, embora o título tivesse sido o seu único critério de escolha, a verdade é que o romance de Elizabeth Adler não a desiludiu. Fotografei-a na praia de Leça numa magnífica manhã de verão, a época do ano em que a Alexandra mais aproveita para ler por ter mais tempo livre.
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